O MEDO da Endoscopia

Toda a gente experimenta medo e ansiedade. Sendo o medo uma resposta emocional, fisiológica e do comportamento perante uma ameaça externa, como por exemplo um “exame ao estômago”, uma coisa que não representa ameaça significativa torna-se temida por estar associada na mente da maioria das pessoas a algo assustador.

O mito do endoscópio como algo monstruoso, enorme, grosso (impede a respiração) e rígido (provoca dor), nos dias de hoje não faz qualquer sentido.

O exame é indolor, com duração média entre 5 a 15 minutos e o aparelho utilizado na endoscopia passa por locais que não interfere com a respiração. É colocada uma anestesia local na garganta, em forma de spray de modo a minimizar o reflexo de vómito durante o exame. O doente deve concentrar-se na respiração, fazendo movimentos respiratórios lentos e profundos.

Os aparelhos utilizados na endoscopia são flexíveis e com um diâmetro inferior a 1 centímetro (fig. 1 e 2).

Uma chiclete “tipo Adams”, que qualquer criança engole por descuido com bastante facilidade, tem uma largura superior à do endoscópio (fig. 3).

Uma pilha “tipo AA” tem um calibre consideravelmente superior ao do endoscópio.

É importante que saiba que a maioria dos doentes tolera muito bem o exame sem necessidade de sedação/anestesia.

j.m.a.

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A Colonoscopia e o PAI NATAL

A Colonoscopia e o Pai Natal

Existe uma relação muito difícil entre estas duas entidades desde há muitos anos. É bom relembrar todos os utentes do rigor necessário na preparação adequada para a colonoscopia e da dieta que deve realizar durante os quatro dias anteriores ao dia do exame (consultar Folhetos Informativos – aqui). Na época do ano em que convivemos com o Pai Natal os nossos hábitos e tradições alimentares são de difícil controlo, mesmo estando em causa o resultado final de um exame tão delicado como é o caso da colonoscopia.

O número de utentes com más preparações aumenta de forma muito significativa nesta altura do ano (intestinos cheios de resíduos que impedem uma visualização segura).

Lembra-se mais uma vez que um intestino mal preparado torna o exame inconclusivo; obriga à repetição do mesmo; duplicação de custos; aumento das listas de espera; incómodo de nova preparação; voltar a correr os RISCOS inerentes à colonoscopia e restantes procedimentos associados; diagnóstico e/ou tratamento mais tarde.    

Assim sugere-se:

  • Se a colonoscopia é um procedimento de rotina, não o marque na semana após o Natal e/ou na semana após a Passagem do Ano;
  • Se já se encontra com o exame agendado e não vai cumprir rigorosamente a dieta e a preparação, dirija-se ao centro onde se encontra marcado e programe outra data;
  • Se o seu exame é considerado urgente, esqueça a “tradição à mesa”, cumpra a dieta e a preparação indicadas, porque Natal não será todos os dias, mas o deste ano também não será o último…

j.m.a.

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Balão Intragástrico

O que é?
O Balão Intragástrico (BIG) é um método para tratar a obesidade, não cirúrgico e não farmacológico, que induz uma perda de peso média de 15 kg em 6 meses. O BIG é um dispositivo médico introduzido no estômago, que adquire a forma esférica após preenchimento, assemelhando-se a um balão. Existem dois tipos de BIG actualmente, os que são insuflados com ar e os que são preenchidos com uma solução de soro fisiológico corado com azul patente, com um volume que varia entre os 400 e os 700 ml. A colocação do BIG, assim como a sua extracção, fazem-se por via endoscópica, com sedação, visando a segurança e o conforto do utente. O tempo médio dos procedimentos não ultrapassa geralmente os 10 a 15 minutos.

Como funciona?
A colocação do BIG no estômago induz a perda de peso, porque o espaço que este ocupa diminui o volume gástrico e provoca uma saciedade precoce. Assim o utente vai sentir-se com menos fome e quando comer vai rapidamente sentir-se saciado. Deste modo, é possível reduzir o volume de alimentos ingeridos e consequentemente diminuir o aporte calórico, possibilitando a desejada perda de peso.
Contudo, a colocação do BIG não se restringe exclusivamente à perda de peso sem esforço. Pretende-se que este tratamento ajude os utentes a alterarem os seus hábitos dietéticos e que adoptem um estilo de vida mais saudável. Daí que, este tratamento baseando-se na reeducação alimentar, seja um processo moroso, trabalhoso e de muita perseverança que necessita da colaboração de uma equipa multidisciplinar e o comprometimento pleno do utente.

Em que casos se aplica este balão?
A colocação do BIG é adequada para utentes com excesso de peso ou moderadamente obesos com um índice de massa (IMC) de 27 ou mais que não conseguiram alcançar e manter uma perda de peso apenas com um programa de controlo de peso supervisionado.
Tem também indicação para colocar BIG, utentes obesos que tenham um elevado IMC maior que 35 que necessitam de cirurgia de obesidade, mas que não reúnem condições físicas para realizá-la no momento. Está ainda indicada em utentes que não se querem submeter à cirurgia de obesidade, embora sejam obesos mórbidos.

Quais os riscos de colocar o BIG?
Os riscos deste procedimento envolvem os riscos associados à endoscopia digestiva alta, à sedação e os relacionados a inserção ou remoção do BIG (lesões esofágicas ou gástricas).
As restrições para a colocação do BIG são cirurgias prévias do sistema digestivo que causaram deformidades anatómicas, doença péptica em actividade como esofagite erosiva, gastrite erosiva, úlceras do esófago, estômago e duodeno e doenças inflamatórias.

Quais os potenciais problemas após colocação do BIG?
Após a colocação do BIG é frequente os utentes sentirem um desconforto causado pela presença do balão, que se caracteriza por dor abdominal, náuseas e vómitos. Todos estes sintomas são minimizados com o protocolo terapêutico instituído.
O esvaziamento do BIG, embora seja uma complicação rara pode acontecer, mas é facilmente detectada nos balões que são preenchidos com soro fisiológico corados com azul patente, dado que este líquido será absorvido pelo organismo, sem causar prejuízo, e mudará a cor da urina para azul, alertando assim o utente. Nos balões preenchidos com ar, o seu esvaziamento poderá ser detectado após realização de RX abdominal, uma vez que o revestimento desses balões é visível nas radiografias. Excepcionalmente, se o balão se esvaziar poderá migrar para o intestino e causar obstrução.

Conclusão
O BIG é um método seguro, eficaz, comprovado, não cirúrgico e não farmacológico, para alcançar perda de peso a longo prazo. O BIG foi projectado para induzir a perda de peso, preenchendo parcialmente o estômago, permitindo que o utente sinta menos fome, fique saciado mais depressa, sendo o mais importante a adopção de um estilo de vida mais saudável. Em suma, este é um método que engloba dois processos, em primeiro lugar reabilita o corpo e em segundo lugar reabilita os hábitos alimentares.
r.p.b.

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Complicações PEG / Botão de Gastrostomia (1)

Exteriorização acidental do dispositivo.

Apesar de ser uma intercorrência pouco frequente e sem riscos graves para o utente, se não for possível actuar logo após a sua saída, o estoma gástrico (orifício do dispositivo) diminui de forma tão rápida que impossibilita a colocação de novo dispositivo pelo mesmo local quando chega aos cuidados de gastrenterologia. O utente tem que voltar a utilizar a Sonda Nasogástrica por um novo período e posteriormente ser sujeito a nova gastrostomia.

Assim sugere-se:

Como a “PEG de Substituição” e o “Botão de Gastrostomia” fixam-se dentro da cavidade gástrica por balão com cerca de 10ml de água destilada (fig. 1, 2 e 3), devem ter disponível uma seringa de 10 ml utilizadas habitualmente para administrar medicação endovenosa/intramuscular (não serve a de alimentação);

Logo que encontrem o dispositivo exteriorizado e se este ainda se encontrar com o balão “cheio” devem esvaziá-lo totalmente com a seringa de 10 ml depois de a conectar na válvula do balão (fig. 4 e 5);

Passar o dispositivo por água corrente. Além da limpeza lubrifica de alguma forma o mesmo dispositivo;

Introduzir o dispositivo pelo estoma até à posição habitual. Se sentir resistência exagerada pare com o procedimento (fig.6);

Após colocar o dispositivo novamente no local, fixar com adesivo directamente à pele. Não volte a encher o balão de fixação e dirija-se a uma Unidade de Saúde;

Nestas circunstancias não pode utilizar o dispositivo até que a situação esteja definitivamente solucionada;

Com esta atitude evita-se a estenose (aperto) do orifício de gastrostomia, que em alguns casos demora poucos minutos a acontecer e pode-se assim facilmente colocar um novo dispositivo.

j.m.a.

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SNG versus PEG

Sonda Nasogástrica versus Gastrostomia Endoscópica Percutânea

A desnutrição é um problema grave, que quando presente contribui para o aumento significativo da morbilidade e mortalidade. Pretende-se relembrar a temática da nutrição entérica através da SNG (sonda nasogástrica) e PEG (gastrostomia endoscópica percutânea) com especial atenção para a nutrição através de PEG, as suas indicações, vantagens, contra-indicações e cuidados a ter.

A via oral é o método preferencial para administração da alimentação, no entanto quando esta está comprometida, as vias de acesso podem ser através de SNG ou PEG. A PEG surgiu em 1980, sendo considerada um método simples e reversível. Em 1996 Norton B et al1) efectuaram um estudo prospectivo em que compararam a utilização de SNG versus PEG em utentes após AVC e concluíram que “a PEG é claramente superior à SNG e deve ser eleita a via para nutrição entérica na disfagia pós-AVC.” Actualmente e de acordo com as recomendações da American Society Gastrointestinal Endoscopy (2006), desde que o utente tenha um tubo digestivo funcionante e se preveja a necessidade de nutrição entérica por um período superior a 30 dias, a PEG deve constituir a via de eleição. As principais complicações associadas à PEG são a inflamação e infecção do estoma por extravasamento de suco gástrico, que pode ser tratada ou prevenida, na maioria dos casos, com cuidados adequados ao estoma. A contra-indicação absoluta que impossibilita a realização deste procedimento prende-se com problemas anatómicos (ex. gastrectomia total) que serão devidamente avaliados pelo médico gastrenterologista. Os principais cuidados a ter com a PEG são: limpeza do estoma com água e sabão; colocação de compressa limpa e seca até que a incisão cicatrize, deixando de ser necessária quando isso ocorrer; a rotação diária da sonda, assim como vigilância do seu posicionamento em relação à parede abdominal. Os restantes cuidados são sobreponíveis aos cuidados ao utente com SNG. A remoção da PEG é considerada em duas situações: o utente recupera a deglutição e a PEG já não é necessária, ou o utente não recupera a deglutição e após os 6 meses de colocação da PEG, pode ponderar-se a substituição por um botão de gastrostomia.

O utente com necessidade deste procedimento deve ser referenciado para a consulta de especialidade de Gastrenterologia, pelos meios habituais de encaminhamento de utentes, a solicitar avaliação/colocação de PEG. 

É possível melhorar o acesso dos utentes a este procedimento, de acordo com as actuais Recomendações, e contribuir para a melhoria dos cuidados prestados ao utente/família com PEG.

Preconiza-se actualmente que a PEG constitui a via de eleição para a nutrição entérica em utentes que não se podem alimentar por via oral por um período igual ou superior a 30 dias. A PEG proporciona um suporte nutricional adequado, sendo uma solução de baixo custo, de gestão simples e com baixa taxa de complicações. Comparada com a SNG, a PEG contribui para uma diminuição significativa de pneumonia por aspiração e refluxo gastroesofágico, aumento do conforto, melhoria da auto-estima e imagem do utente, traduzindo-se na melhoria da qualidade de vida.

1)A randomized prospective comparison of PEG and nasogastric tube feeding after acute dysphagic strok. Br Med J, 1996

c.s.s.

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Previna o cancro / Mude de Vida

Em Novembro de 2007, foi publicado um estudo sobre o risco de sofrer de diferentes tipos de cancro e os diferentes estilos de vida. Este estudo combina investigações de referência com conhecimentos científicos internacionais, e foi publicado juntamente com o Fundo Mundial para a Investigação do Cancro (WCRF) e Instituto Americano para a Investigação do Cancro (AICR). Este é o estudo mais completo acerca da relação existente entre a dieta, a composição corporal, a actividade física e os diferentes tipos de cancro.

Actividade física – Existem provas sólidas de que a actividade física protege o cancro do cólon e, provavelmente também, o cancro do endométrio e da mama, em mulheres pós-menopausicas. As evidências sugerem que todos os tipos e níveis de actividade física podem ter um efeito protector.

Gordura Corporal – A relação causal entre o aumento de gordura corporal e o cancro é mais forte actualmente do que na década de 90. Existem evidências concretas de que há uma relação causal entre o aumento de gordura corporal e o cancro do esófago, pâncreas, cólon, endométrio, mama, rins, e provavelmente também com o cancro da vesícula biliar (tanto directa como indirectamente mediante a formação de cálculos biliares).

Fibra dietética – A fibra dietética encontra-se principalmente nos cereais, raízes, tubérculos, leguminosas, frutas e legumes. Existem provas que mostram o efeito protector das fibras contra o cancro do intestino. Este componente aumenta o peso das fezes, acelera o trânsito intestinal e provavelmente também a passagem de substâncias cancerígenas no organismo; as fibras são também fermentadas no intestino, pelas bactérias intestinais, produzindo ácidos gordos de cadeia curta que ajudam a manter saudáveis as células intestinais.

Álcool – As provas são cada vez mais consistentes quanto à relação causal entre o consumo de álcool e o cancro da boca, garganta, esófago, cólon e cancro da mama. Além disso, é provável que exista um risco acrescido nas mulheres, entre o consumo de bebidas alcoólicas e o cancro hepático e intestinal.

Carne, aves, peixe e ovos – Acredita-se que o Homem evoluiu de omnívoro e que uma dieta saudável inclui alimentos de origem vegetal e animal (como carne, peixe e ovos). Estes alimentos são ricos em proteínas de alta qualidade e micro nutrientes essenciais. Não existem provas conclusivas de que a continuação do consumo de carne vermelha e processada pode aumentar o risco de cancro no intestino.

Gorduras, óleos, açúcares e sal – As gorduras, os óleos e os açúcares são os constituintes mais energéticos da nossa dieta. As gorduras e os açúcares são os componentes de muitos alimentos e bebidas com elevada densidade calórica, o que contribui para o excesso de peso e, consequentemente, para o aumento do risco de cancro. No entanto, não há uma associação directa sólida que confirme a relação das gorduras, óleos e açúcares com o cancro. O elevado consumo de sal, e alimentos conservados neste, contribui para o aumento do risco de cancro gástrico.

Conclusão – A escolha de um estilo de vida saudável e de uma dieta adequada desde os primeiros anos de vida, ajudam a reduzir o risco de certas doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes e alguns tipos de cancro. Para ter uma dieta saudável é preciso ter uma dieta equilibrada, consumindo uma grande variedade de alimentos, mas alguns deles com a moderação necessária. Estas pesquisas tornam evidente a presença de factores causais fortemente ligados à distribuição epidemiológica do cancro: o sedentarismo e o factor alimentar caracterizado por uma dieta pobre em fibra e rica em gordura.

Fonte: WCRF/AICR (2007). Food, Nutrition, Physical Activity and the Prevention of Cancer

j.m.a.

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PREVENÇÃO do CANCRO do INTESTINO

O cancro do intestino é um tumor maligno que se localiza em qualquer parte do cólon ou do recto. O rastreio pode detectar alterações iniciais e evitar a sua evolução para cancro.

Todos os dias morrem no nosso país 9 a 10 pessoas com cancro do intestino.

O que está na origem do cancro do intestino?

Há muitos factores identificados como influentes no aparecimento desta doença. Os genéticos e algumas doenças prévias não são directamente controláveis pelo indivíduo. Por outro lado, um estilo de vida sedentária, sem actividade física, a alimentação descuidada, a obesidade, o colesterol elevado, a hipertensão e o uso do tabaco são factores dependentes do estilo de vida adoptado por cada um e que tem importância significativa na probabilidade de poder vir a desenvolver cancro do intestino.

Existem células do intestino que vão sofrer alterações e dar origem a pólipos. Sabe-se ainda que 10% destes pólipos transformam-se em cancro.

Quais são os sintomas ou queixas que poderão estar relacionados com o cancro do intestino?

A presença de sangue nas fezes é de todos os sintomas aquele que mais o deve deixar alerta. A doença hemorroidária constitui a principal causa de sangue nas fezes e não se relaciona de forma alguma com cancro do intestino; é situação para esclarecer da forma que o seu médico assistente achar mais conveniente.

A alteração do funcionamento habitual do seu intestino com aparecimento de prisão de ventre ou diarreia, se tiver prisão de ventre alternado com diarreia e vice-versa, ou ainda se tiver “falsas vontades” em defecar, também deve ficar alerta.

Quem está em risco?

Homem ou mulher que tiver mais de 50 anos tem o risco aumentado atingindo o máximo do risco para esta doença entre os 60 e 70 anos.

Para além da idade, existem outros factores que influenciam o risco, principalmente se tiver familiares de 1º grau (pais, irmãos ou filhos) com cancro do intestino. Se pertence a um grupo de risco deve seguir as indicações do médico especialista em gastrenterologia.

Já tirou pólipos do intestino?

Existem vários tipos de pólipos. Todos devem ser removidos, pois só após a sua análise é possível saber se exigem vigilância especial.

O gastrenterologista é o único médico que o pode aconselhar em relação à periodicidade com que deve realizar a vigilância e a colonoscopia é o único exame que deverá ser utilizado.

Não pertence a um grupo de risco, não tem sintomas, mas tem mais de 50 anos?

Procure o seu médico assistente porque deve fazer o rastreio.

O único exame que permite observar o interior do intestino e simultaneamente caracterizar as lesões observadas e, acima de tudo, remover pólipos que possam existir, é a colonoscopia.

No rastreio do cancro do intestino, todos os outros exames ou testes acabam por conduzir à realização da colonoscopia.

O cancro do intestino é uma doença silenciosa. Aparece e cresce de forma imperceptível; quando aparecem os sintomas, na maioria dos casos, está numa fase avançada. Nesta fase a possibilidade de terapêutica curativa é limitada.

j.m.a.

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